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sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Juíza realiza audiência crioula no Galpão Binacional

FOTO: Daniel Badra
TRADICIONALISMO

Carine Labres julgou um processo de investigação de paternidade. Os nomes das partes são fictícios

Em razão das comemorações da Semana Farroupilha, a Comarca de Sant’Ana do Livramento realizou hoje uma Audiência Crioula teatralizada. A iniciativa ocorreu no Galpão Binacional, do Parque Internacional de Santana do Livramento.
A Juíza de Direito Carine Labres julgou um processo de investigação de paternidade. Os nomes das partes são fictícios, para preservar o segredo de Justiça. Houve conciliação e sentença homologatória, que segue abaixo, em versos:

Sentença
E sem mais delongas, e no clima
Desta semana haragana
Aí está a Dona Emerenciana
Representando a Carolina
Nesta busca, quase uma sina
Por ainda não ter a maioridade
Vem ao fórum desta cidade
Pra esclarecer sua raiz
E pleitear perante o juiz
A sua paternidade

Num dizer bem sucinto
Narrou a Carolina
Que, pelo que sabe e imagina,
Seu pai é o Ruggiero Pinto
Presente neste recinto
É gaúcho de bom intento
Que manteve relacionamento
Com sua progenitora
Vem pedir a autora
Do seu pai o reconhecimento

Quando houve a citação
Que o juiz determinou
Ruggiero, de pronto, contestou
Negando a procedência da ação
E na sua contestação
Explicou no mesmo momento
Que tinha dúvida no pensamento
De ser o pai de verdade
Pois Emerenciana, na mocidade,
Mantinha outros relacionamentos.

E as partes bateram ¿estrivo¿
Pro laboratório do Alegrete
Dona Emerenciana e o ginete
E Carolina, que era o motivo
Coletaram material vivo
Com tenência e segurança
Depois voltaram ¿voando as trança¿
Com o DNA realizado
E o laudo confeccionado
Confirmou ser Ruggiero o pai desta criança.

Então foi marcada a audiência
Pra tal de conciliação
Ele querendo pagar a pensão
Para não deixar pendência
Mas como é peão desta querência
E era muito alto o pedido
Argumentou encarecido
Que tinha outro filho natural
E que aquele percentual
Então lhe fosse reduzido

Emerenciana concordou
Com a proposta do peão Ruggiero
E acertaram por inteiro
A paternidade, com emoção,
Vinte por cento ficou a pensão
Do líquido do seu rendimento
Acertado o dia do pagamento,
Também a visita e o contato
Ficando tudo amarrado.

E não havendo mais nada
No momento a pontuar
Passo ao acordo homologar
Na ata que vai lavrada
Para ficar registrada
A declaração da paternidade
Agora, Ruggiero, de verdade,
É o pai da Carolina,
Brilham os olhos da menina,
Radiante de felicidade.

Declaro extinto o feito
Pelo acordo entabulado
E o processo fica encerrado
Em conformidade com o direito
E para completar o pleito
Aqui dentro deste recinto
No meio de um povo distinto
E pra terminar a payada
De ora em diante a autora será chamada
Carolina Silva Pinto.

Louvores
Os seguintes servidores receberam portarias de louvor durante o evento:
• Paulo Fernando Gomes da Rosa, Escrivão-designado da 3ª Vara Cível;
• Neber Nei Machado Souto - guarda do foro;
•  Liane Vieira Holmos e Lia Cibele Torres Bassaldua, Oficiais Escreventes da Direção do Foro;
• Márcia Luiza Malinoski Ambrósio de Souza, Secretária de Juiz da 1ª Vara Cível;
• Tania Rosária La Regina Ramos, Escrivã-Designada da 2ª Vara Cível;
• Leonardo Flores Vargas, assessor de juiz da 3ª Vara Cível.

Fonte: TJ/RS

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